Aqueles pequenos luxos

O que é luxo? O que é um pequeno luxo? A resposta depende de cada olhar, de cada background, de cada necessidade. Segundo meu namorado, eu sou uma low-maintenance girlfriend (namorada de baixa manutenção), já que eu não preciso de muito para ficar alegre e agradecida. Ele ficou impressionado com minha satisfação em um jantar improvisado com sopa pronta de caixinha e baguette.

Eu amo sopa.

Meus pequenos luxos fazem parte do meu cotidiano, enfeitando meus arredores e me convidando para dentro do meu próprio corpo. Eis alguns dos meus caprichos:

Velas aromáticas

Esses últimos anos foram repletos de mudanças para mim, e estou me referindo à mudança de lar mesmo, de empacotar tudo, fazer um minuto de silêncio, agradecer, fechar a porta e entregar as chaves. É excitante sim, e eu estaria mentindo se dissesse que não gosto de virar minha vida de cabeça pra baixo.

Contudo, não é assim fácil se sentir em casa. Leva um tempo até sentir que você pertence junto daquelas paredes completamente vazias. É por isso que velas, aromáticas ou não, sempre foram prioridade na minha lista de compras. Velas nunca são demais! Sempre há espaço para mais uma velinha. Elas dão cor, calor e aroma ao ambiente.

Coco Chanel Mademoiselle

Admito que sou um tanto mão de vaca de vez em quando. Eu dou muito valor às minhas horas de trabalho, e tento guardar o máximo de dinheiro possível para viajar. E é por isso que eu deixei de me presentear com certos caprichos.

Tenho amigos que estão tentando economizar e parar de gastar com coisas desnecessárias. Eu, por outro lado, estou passando pelo caminho inverso: tentando gastar com essas "coisas desnecessárias". Coloquei entre aspas porque o desnecesário é relativo. É claro que perfume, ainda mais perfume caro, não é essencial para minha sobrevivência. Contudo, estou aprendendo a me mimar, e esse olhar para dentro tem sido ultranecessário.

Journaling com Leuchtturm1917

A importância de pensar com as mãos... Já mencionei diversas vezes aqui no blog (e na vida!) sobre a delícia de juntar ideias com tinta e papel. Sabe aqueles missionários que espalham sua religião de porta em porta? Eu sou essa pessoa, minha religião é a escrita, e minha bíblia é um bullet journal em branco, que aguarda impacientemente pelas histórias, poemas e listas que estão por vir.

Então, sim, meu journal é sagrado e merece ser tratado com o devido respeito. É por isso que eu opto por um material de qualidade e que me seduza a escrever. É assim que convoco ao ritual a força da minha escritora interior. Escrever é divino. Sensual. Ritualístico. É transe.

É pura bruxaria.

O direito de exercer meu modo caverna
Logo que levanto, eu preciso de um tempo (+/- 1h) dentro da minha caverna. Aquele momento para fazer a higiene matinal, organizar a casa, prepar o café e escrever. Eu realmente não gosto de interagir com pessoas antes de fazer tudo isso em silêncio.

O Sami já sabe desse meu modo caverna, e agora que estamos morando juntos (fazendo aquele test drive), ele procura respeitar esse meu momento na medida do possível. Nos finais de semana, ou em dias que ele trabalha de casa, eu faço questão de reforçar essa necessidade e aviso Vou entrar no meu modo caverna, ok?

É claro que eu nem sempre posso ter esse momento, pois a vida vai acontecendo e nos surpreendendo. E se algum dia eu vier a ter filhos, esse momento caverna vai deixar de existir por um bom tempo, mas depois eu me preocupo com isso. Agora, enquanto ainda posso, quero poder exercer esse direito hehe.
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