foi no pole que descobri minha força

Coloquei meus pezinhos em um studio de pole pela primeira vez em 2016, mas não com o intuito de dar piruetas e bater as cabelas, mas para uma "entrevista" com uma professora de pole para o blog que eu tinha na época.


Ela me falou sobre sua vida, sobre sua família, sobre como as pessoas à sua volta reagiam quando descobriam que ela era profe de pole, sobre como ela mesma se sentia em relação a tudo isso: empoderada. Sensualidade é um poder - ela me disse. Sensualidade é um poder. Uma combinação de 04 palavras que ficou para sempre na minha cabeça.

Em 2018, resolvi dar uma chance ao esporte/dança no studio Secret (@secretpole), aqui em Porto Alegre. Tudo estava indo bem na minha primeiríssima aula: o ambiente era bem descontraído, as alunas vibravam conquistas alheias, as profes explicavam cada etapa com todo o cuidado necessário, e eu estava me sentindo segura. Até que... até que eu tive que "sentar na barra", como assim falamos. Sentar na barra é conseguir se segurar nela de pernas cruzadas, como normalmente fazemos quando sentamos em uma cadeira. Acontece que não dói sentar numa cadeira, não é? Já sentar na barra...

A dor foi tanta que logo que eu tirei meus pés do chão, eu pensei Eu não quero voltar aqui! Por que é que eu vou ficar me machucando? Eu não preciso sentir essa dor horrível! Mesmo assim, eu fui até o final da aula, principalmente porque a profe havia prometido tirar uma foto minha naquela posição - naquela maldita posição -, e por mais que eu pudesse sentir a pele da parte interna da coxa gritando por socorro e misericórdia, eu queria ter aquela foto. Eu queria me ver naquela pose. Eu queria entender se sensualidade era realmente um poder, por mais doloroso que ele fosse.

No momento em que a profe me entregou o celular de volta, e que eu pude colocar meus olhos curiosos naquela foto, eu vi... eu vi meu corpo fazendo algo lindo. Vi meu corpo alinhado e gracioso. Forte e delicado. Meu corpo fez isso? Aquela havia sido apenas a primeira sessão. O que meu corpo ainda pode fazer? Foi então que resolvi continuar comparecendo às aulas.

minha primeira aula de pole - 2018

Fiz aulas no Secret e no Velvet (@velvetpole), ambos em Porto Alegre, até o momento que parti para a França. Demorou um bom tempo até que eu fosse em busca de um studio de pole, e quando finalmente o fiz, deu-se o início da pandemia, confinamentos e máscaras. Voltei para Porto Alegre no mês passado (Julho) e estou fazendo pole desde então.

No pole, eu me sinto forte, concentrada, ativa e segura. Sim, eu me sinto super segura, por mais que às vezes eu esteja de cabeça para baixo e pernas pro ar. Pode até parecer que o que estou fazendo é algo super complicado e que demande muitos anos de prática, mas não. Acontece que cada pose e cada movimento recém aprendidos, por mais simples que eles sejam, realmente têm um aspecto majestoso. E quanto à dor? É como se você se acostumasse - sério mesmo! Eu não consigo me imaginar recomendando algum outro tipo de esporte/dança que não seja o pole dance. 

2 comentários:

  1. Desde minha adolescência meu sonho é fazer pole dance, hoje em dia tenho 25 anos e ainda não comecei. Sempre achei algo tão lindo de se ver, sou completamente apaixonada.

    Falam que dói muito mesmo haha um dia pretendo sentir essa dor, amém. kkkk

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    Respostas
    1. Oi, Jéssica! É lindo, né? Espero que algum dia você dê uma chance ao pole, então! E que você lembre que essa dor acostuma. Um beijo!

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