avistando gatilhos e acolhendo mudanças

Já faz duas semanas que voltei a Porto Alegre, minha cidade natal. Desde então, tenho me acostumado à nova rotina, ao frio sem aquecedor dentro de casa, à falta de linhas de metrô, à cidade e o que ela tem a oferecer. Tenho visto alguns amigos e família. Tenho me sentido uma criminosa por estar fazendo isso meio à pandemia. Estou tentando me acostumar mais uma vez a andar de máscara nas ruas, algo que já não era mais necessário na França.

No post updates: voltando pro Brasil + graduação EAD, eu contei sobre todo esse pacote de mudanças que estão acontecendo. Voltei por alguns meses pro Brasil, pois estarei trabalhando e estudando online, mas enquanto essa rotina não começa, estou lidando com a oficina do diabo aqui na minha mente. Tenho tido muito tempo livre e, consequentemente, muito tempo para ter umas crises.

Esses quase três anos que passei na França me transformaram. Eu desenvolvi minha espiritualidade, compreendi muito do meu passado e da pessoa que fui. Eu finalmente assumi como quero viver minha vida e o que realmente importa para mim. E por mais que isso tudo seja tão valioso quanto um baú de tesouros, eu "caí de cara no chão" quando notei que muita coisa por aqui não tinha mudado. Não estou falando apenas sobre Porto Alegre em si, mas sobre relações familiares. Eu não pretendo ficar lavando roupa suja nesse blog que é só amor, mas quero deixar registrado aqui e agora, para mim e para o universo, que as mudanças que ocorreram dentro de mim, ocorreram... bem... apenas dentro de mim.

Se você está lendo estas palavras agora, é porque você provavelmente se identifica com esse enredo. Eu acredito que as mensagens que chegam até nós não vêm por acaso, logo, se você mudou, mas não seus arredores... faz parte do processo. Eu notei que mudei, pois gatilhos antigos não trouxeram meu eu antigo à tona. Eu reagi de forma diferente, e eu me importo de forma diferente. Essas mudanças não têm preço.

Na minha oficina do diabo, analisei um pouco mais do meu mapa astral, e encontrei Plutão na Casa 9. Fiz uma breve pesquisa e fiquei chocada com o tanto de informação que um mapa astral pode conter. Eis o que encontrei no site AstroDienst:

Plutão
"Plutão mostra como nós lidamos com o poder, pessoal e alheio, seja esse poder exercido por outrém ou nós próprios. Mostra como enfrentamos o demoníaco e o mágico, os nossos poderes regenerativos, a nossa capacidade de mudar radicalmente e de renascimento: os ciclos da morte e renascimento."

Casa 9
"A nona casa descreve a nossa aprendizagem espiritual, a filosofia de vida e a nossa visão de mundo. Isto é de fato influenciado pelas viagens a países estrangeiros."

É incrível como meus últimos três anos na França se resumem a estas duas descrições acima. Eu tenho, de fato, muita facilidade em virar minha vida de cabeça para baixo e recomeçar tudo do zero, principalmente quando esse recomeço se dá em outro país. Minha zona de conforto está em qualquer novo destino. Esses três anos na França me empoderaram. Eu descobri minha espiritualidade e montei (estou montando) minha própria forma de ver o mundo. Eu encerrei ciclos e renasci.

Lembre-se de quem você foi. Dê espaço para quem você é agora. Foque na pessoa que você está se tornando. Um beijo de luz.
:)
Posts que você vai adorar!

Comentários

  1. eu nunca sai do pais, mas acho que deve ser uma mudança muito grande passar muito tempo fora e voltar, principalmente nessa época de pandemia... e sobre você ter mudado e os arredores não, fico feliz que você consiga lidar com isso da melhor forma, às vezes a gente acaba nem percebendo que nossa mudança não tem nada a ver com a mudança (ou não) mudança do outro

    espero que sua passagem aqui por porto alegre seja boa, leve e gostosa
    beijos
    Carol Justo | Justo Eu?!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. pois é, Carol! expectativas são um caos! e quando a não mudança do outro te afeta? por mais que você tenha mudado? complicado...

      Excluir
  2. Nós somos do mesmo time, não é à toa que meu blog se chama "um novo destino". A gente vive em ciclos neh e eu acho muito interessante observar e vivenciar cada um deles. Aproveitar os processos e viver no agora é um exercício diário. Nem sempre é fácil, mas quando a gente toma consciência disso, a gente lembra o quanto é importante focar no agora. Acho que quando a gente mora em um lugar diferente, ficamos mais conectados a nós mesmos. Desejo tudo de bom nesse seu novo ciclo. Beijão!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim! esses processo lindíssimos! e eu concordo muito com o que tu disse sobre se tornar mais conectado a si mesmo, e parece que quando provamos disso uma vez só dá mais e mais sede!

      Excluir

Postar um comentário