2 filmes e 1 livro para sua escritora interior

São quase 8h da manhã, mas eu acordei às 5:30 sem despertador, resultado de uma soneca que se iniciou às 21h da noite passada. Onde me encontro, a primavera está se transformando em verão, e as frágeis folhas claras e vibrantes se escurecem e tomam corpo. A chaleira elétrica está me chamando para preparar um chá verde com matchá, e tenho que começar a me preparar para uma aula particular de Inglês que darei em alguns minutos. Eu com certeza deveria deixar essa escrita de canto e focar na aula que estou prestes a dar, mas quando a vontade de escrever bate, eu abro a porta e a deixo entrar.

Quando algum amigo me fala sobre suas frustrações, medos e planos, o primeiro conselho que dou é coloque tudo isso no papel, uma dica que aprendi com o livro The Right To Write, por Julia Cameron. Escrever faz, e sempre fez, parte do meu dia-a-dia desde pequeninha, mesmo quando eu escrevia planos mirabolantes para me vingar do meu irmão, planos esses que eu nunca coloquei em prática de fato, pois, escrevendo tais descontentamentos, eu os escutava, e isso era o suficiente. Escrever é, acima de tudo, escutar.

Além de me ajudar com minhas questões pessoais e, principalmente, egóicas, a escrita sacia minha fome de criação. Minha família sempre diz que tudo o que eu preciso é criar, e eu concordo plenamente. Meus dias se tornam completos e gostosos quando escrevo poemas e posts para o Work of Art. Minha alma se aconchega como um gatinho toda vez que compartilho coisas que amo e que me ajudam a florescer. E é por isso que eu quero compartilhar com vocês 02 filmes e 01 livro que me enchem de inspiração e vontade de escrever.

Livro
The Right To Write - Julia Cameron

Falta apenas dois capítulos para terminar o livro, mas eu já o estava recomendando antes mesmo de chegar na metade. The Right To Write não vai te ensinar técnicas para escrever "bem", mas te incentivar a cultivar sua própria escrita e valorizá-la. Você será encorajado a escrever, não apenas para ver seu nome impresso em uma capa de livro, mas pelo simples desfrute e direito de escrever. Desde que comecei a ler esse livro, minha escrita ficou mais fluida, leve, natural e verdadeira. Venho escrevendo com mais coração e menos julgamento. Suuuuper recomendo!

Filmes
Orgulho e Preconceito
Cartas para Julieta

É bem provável que você já tenha assistido a esses filmes, mas, mesmo assim, se fogo e emoção é o que você precisa para escrever, então Orgulho e Preconceito e Cartas para Julieta são exatamente o que você está procurando. O primeiro filme me inspira a escrever, pois me transporta para um cenário tranquilo e do campo, onde os pequenos prazeres e detalhes são o evento de um dia; onde a cor de uma fita traz vida a um traje; onde a chuva, a paixão e bucolismo são os ingredientes para uma sopa afrodisíaca.

Cartas para Julieta inspira minha escritora interior por dois motivos: (1) foi gravado em Verona e (2) o valor das histórias ordinárias. A protagonista, Sophie, escreve sobre o desencontro amoroso de Claire e Lorenzo, e ela o faz pelo puro instinto humano de registrar histórias. Toda vez que eu assisto a esse filme, sinto borbulhar uma vontade louca de escrever sobre o mundo a minha volta.

Eu espero que essas indicações ajudem. Como já deu para notar, eu venho compartilhando bastante sobre meu processo criativo e dicas que auxiliam nesse desenvolvimento. Se você estiver afim, deixe um comentário falando sobre você e sobre o seu caminho como escritor - eu vou amar ler sobre!
:)
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Comentários

  1. Obrigada por este carinho em forma de post, Amandaaa!
    Tenho deixado minha escrita de lado (inclusive, um blog iniciado e então deixado ao abandono) por me cobrar tanto por uma perfeição que não existe, quando eu deveria, como você disse em outro post, "apenas deixar minha escrita ser"!

    Vou levar esse post como dica para vida e sempre procurar inspirações simples como essas para me reencontrar com a vontade de escrever <3


    Um beijo!

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    Respostas
    1. Oiii, Carol! Pelo o que você está dizendo, a vontade de escrever já está aí dentro de ti, uma vontade de compartilhar e de criar algo, então não se preocupe em "se reencontrar com a vontade de escrever". Foque em encontrar formas de liberá-la.

      Quanto a essa perfeição... sim... sei como é. Sabe o que eu tenho feito muito? Às vezes, quando eu demoro muito para concluir um post, eu posto ele de qualquer jeito no blog, e vou corrigindo/mudando ao longo da semana.

      Você também não precisa se preocupar em postar textos longos! Acho que o mais importante nessa fase de "desbloqueio" é criar o hǽbito de postar, seja alguns parágrafos ou um poeminha curtinho. Lembre-se: você não deve perfeição a NINGUÉM!

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