letter to my selves


This is one of those moments where you foresee the change. You embrace it because you perceive the need that lays right on your lap, in front of your eyes and behind them, in each counter of your body, in ordinary mops of hair.

I don't reckon I'm able to keep on going any further being this person I've been, nor am I able to proceed with loathing this person I used to be. It's been sort of a conundrum trying to balance the proper amount of self-love and -hate aiming at betterment without diving into this wide and wavering sea of self-destruction.

My eyes will never see my past self fading away from these lands, so wouldn't it be kinder to simply welcome such shadow and learn from it? Learn from her. I'm not quite sure to whom I want to become, but when I glance backwards I quickly spot the one I don't want to be anymore. Nevertheless I resign my position of disdain. I forgive my naive and unprepared being. I know where she is and I know what she has done, yet those traits no longer belong to me, nor will I let them undermine my upcoming path.

Some may call it a spell. You can name it a letter if you fancy. These words carry forgiveness to my past, blowing mint-fresh apology to my present that bows heartily to a magnificent future that is longing to walk at ease.

Português

Esse é um daqueles momentos em que você prevê a mudança. Você a abraça porque reconhece a necessidade que repousa no seu colo, na frente dos seus olhos e atrás deles, em cada contorno do seu corpo, em ordinárias mechas de cabelo.

Acredito que não sou capaz de continuar sendo essa pessoa que fui, tampouco sou capaz de proceder detestando essa pessoa que costumava ser. Tem sido uma espécie de dilema, tentando balancear a quantia apropriada de amor e ódio próprio, visando aperfeiçoamento sem mergulhar para dentro desse vasto e oscilante mar de auto-destruição.

Meus olhos jamais enxergarão meu eu passado desbotando dessas terras, então não seria simplesmente mais gentil acolher tal sombra e aprender com isso? Aprender com ela. Eu não tenho certeza de quem quero me tornar, mas quando olho para trás rapidamente detecto aquela que não quero mais ser. Mesmo assim, eu renuncio minha posição de desdém. Eu perdoo meu ser ingênuo e despreparado. Eu sei onde ela está e o que ela fez, mas esses traços não pertencem mais a mim, tampouco os deixarei minar o caminho que está por vir.

Alguns chamariam isso de feitiço. Você pode nomeá-la uma carta se preferir. Essas palavras carregam perdão para com meu passado, soprando como menta fresca desculpas para meu presente, que se curva cordialmente para um magnífico futuro que deseja caminhar tranquilamente.

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