foggy Paris praises the sun


Enquanto ainda morava no Brasil, com seu majestoso e nutritivo sol, cruzava os dedos para acordar em um daqueles dias aconchegantes, fresquinhos e nebulosos, na companhia da chuva mansa e da quentinha caneca de chá que aquece as mãos. Enquanto alguns reclamavam do tempo, eu praticamente saltitava de felicidade por estar vivenciando meu habitat natural.


Essa minha característica não mudou (tanto) depois que me mudei para Paris, pois ainda sinto a serenidade de um céu cinzento, além disso, dou muita importância para esse mood melancólico, pois é nele que obtenho a mais profunda conexão com meu shadow self. Contudo, estar imersa durante dias e dias sem ver o sol sorrir fez com que eu ressignificasse dias ensolarados - ou as poucas horas disponíveis.


Eu estava anotando algumas coisas no meu caderno, quando o sol resolveu dar as caras e aquecer um pouquinho meu coração. Notei que as cinzas paredes do meu quarto se tornavam cada vez mais brancas, assim como as nuvens ali fora. A janela desenhou seu reflexo distorcido em uma das paredes, e minha única reação foi largar exatamente tudo o que estava fazendo para sentir o abraço quentinho do sol, mesmo que por limitados minutos. Obrigada, sol :)










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